Bula e Preço

Bula de Ácido Acetilsalicílico — Eurofarma Laboratorios S.A.

Esta é a bula do paciente de Ácido Acetilsalicílico, como aprovada pela Anvisa e publicada por Eurofarma Laboratorios S.A. O texto abaixo é reprodução do documento oficial do Bulário Eletrônico.

Preço máximo em São Paulo (ICMS 18%)
R$ 14,61

Tarja vermelha: venda sob prescrição médica. A farmácia só pode vender mediante apresentação de receita.

Identificação do medicamento

ácido acetilsalicílico

Bula para paciente

Comprimidos revestidos

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO ácido acetilsalicílico

Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999.

APRESENTAÇÕES

Comprimidos revestidos de liberação retartada 100 mg: embalagem com 30 ou 60 comprimidos

O ácido acetilsalicílico é apresentado na forma de comprimidos de liberação entérica com revestimento resistente a ácido (comprimidos gastrorresistentes).

USO ORAL

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada comprimido revestido de liberação retardada contém:
ácido acetilsalicílico ......... 100 mg

Excipientes* qsp ......... 1 comprimido
* Excipientes: celulose microcristalina, copolímero de ácido metacrílico e acrilato de etila, talco, amido, ácido esteárico, citrato de trietila, dióxido de silício, laurilsulfato de sódio, polissorbato 80 e água purificada.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante ler as informações contidas na bula, verificar o prazo de validade e a integridade da embalagem. Mantenha a bula do produto sempre em mãos para qualquer consulta que
se faça necessária.

Leia com atenção as informações presentes na bula antes de usar o produto, pois ela contém informações importantes. Você também encontrará informações sobre o uso adequado do medicamento. Converse com o seu
médico para obter mais esclarecimentos sobre a ação do produto e sua utilização. Se você tiver alguma reação adversa, fale com seu médico ou farmacêutico. Isso inclui quaisquer possíveis reações adversas não listadas nesta
bula.

1.

1. Para que este medicamento é indicado?

Este medicamento é indicado para diminuir o agrupamento das plaquetas, e desta forma, prevenir o desenvolvimento de coágulos. Deve ser utilizado em adultos:

• Para reduzir o risco de morte em pacientes com suspeita de ataque cardíaco agudo (infarto agudo do miocárdio)

• Para reduzir o risco de novo ataque cardíaco (infarto do miocárdio) e o risco de morte por doença relacionada ao coração, em pacientes que já sofreram um ataque cardíaco (infarto do miocárdio);

•Para prevenção de repetição de derrame (acidente vascular cerebral - AVC);

• Para reduzir o risco de ataques isquêmicos transitórios e derrame (acidente vascular cerebral - AVC) em pacientes com ataque isquêmico transitório;

• Para reduzir o risco de doença relacionada ao coração e de morte em pacientes com repetidos episódios de dor no peito e dor súbita inesperada no peito (angina de peito estável e instável);

• Para prevenção de coágulos sanguíneos nas artérias (tromboembolismo), após cirurgia vascular ou outros procedimentos médicos, como por exemplo, angioplastia;

• Para prevenção de coágulos sanguíneos nas veias (trombose venosa profunda) ou nos vasos sanguíneos do pulmão (embolia pulmonar), após imobilização prolongada, por exemplo, após cirurgia de grande porte;

• Para reduzir o risco de ter um primeiro ataque cardíaco (infarto do miocárdio) em pessoas com risco de sofrer um ataque cardíaco.

Nota: Este medicamento não é adequado para o tratamento da dor.

2.

2. Como este medicamento funciona?

Este medicamento contém a substância ativa ácido acetilsalicílico. O ácido acetilsalicílico tem, entre outras, a capacidade de evitar o agrupamento das plaquetas, componentes do sangue que agem na formação dos coágulos sanguíneos.

Ao inibir o agrupamento das plaquetas, o ácido acetilsalicílico previne a formação de coágulos (trombos) nos vasos sanguíneos, evitando assim certas doenças cardiovasculares.

3.

3. Quando não devo usar este medicamento?

Não tome ácido acetilsalicílico se:

• for alérgico ao ácido acetilsalicílico ou a outros salicilatos ou a qualquer um dos componentes do medicamento (se não tiver certeza se é alérgico ao ácido acetilsalicílico, consulte o seu médico);

• já teve crise de asma ou outra reação alérgica induzida pelo uso de medicamentos para dor, febre ou inflamação (salicilatos ou outras substâncias semelhantes, especialmente anti-inflamatórios não-esteroidais);

• tiver úlceras do estômago ou do intestino (úlceras gastrointestinais agudas);

• tiver tendência para sangramentos (diátese hemorrágica);

• tiver uma insuficiência grave dos rins;

• tiver uma insuficiência grave do fígado;

• tiver uma insuficiência grave do coração;

• estiver em tratamento com metotrexato em doses iguais ou superiores a 15 mg por semana (vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”, Interações Medicamentosas);

• estiver no último trimestre de gravidez (vide subitem “Gravidez e Amamentação”, no item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”).

Este medicamento é contraindicado em caso de suspeita de dengue, pois pode aumentar o risco de sangramentos.

Não use este medicamento caso tenha histórico de asma causada por uso anterior deste ou de outro medicamento com ação parecida ou caso tenha problemas no estômago.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

4.

4. O que devo saber antes de usar este medicamento?

Advertências e Precauções

Nos seguintes casos ácido acetilsalicílico só deve ser usado em caso de absoluta necessidade e sob cuidados especiais.

Consulte um médico se alguma das situações abaixo for o seu caso ou já se aplicou no passado.

• alergia a outros medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios ou antirreumáticos ou presença de outras alergias;

• úlceras gastrointestinais (úlceras do estômago ou intestino), incluindo crônicas ou recorrentes ou sangramento gastrointestinal;

• uso de medicamentos anticoagulantes (medicamentos para evitar o coágulo sanguíneo) (vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”, Interações Medicamentosas);

• em pacientes com problema nos rins ou na circulação cardiovascular (por exemplo, doença vascular renal, insuficiência cardíaca congestiva, diminuição do volume sanguíneo circulante (depleção do volume), cirurgia de grande porte,
septicemia ou evento hemorrágico importante), uma vez que o ácido acetilsalicílico pode aumentar o risco de problema nos rins ou insuficiência aguda dos rins;

• em pacientes que sofrem de deficiência grave de uma enzima chamada glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), o ácido acetilsalicílico pode induzir a hemólise (ruptura dos glóbulos vermelhos com liberação de hemoglobina) ou anemia
hemolítica. Fatores que podem aumentar o risco de hemólise são, por exemplo, altas doses, febre ou infecções agudas;

• mau funcionamento do fígado;

• uso de dipirona e medicamentos anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs), como ibuprofeno e naproxeno (medicamentos para dor, febre ou inflamação), pode interferir nos efeitos inibitórios do ácido acetilsalicílico sobre a
agregação plaquetária (vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”, Interações medicamentosas);

• pacientes com asma brônquica. O ácido acetilsalicílico pode desencadear broncoespasmo (crise de falta de ar) e induzir ataques de asma ou outras reações de hipersensibilidade. Os fatores de risco são: a presença de asma pré-existente, rinite
alérgica sazonal (febre do feno), inchaço das mucosas nasais (pólipos nasais) ou doença respiratória crônica. Esse conceito aplica-se também aos pacientes que apresentam reações alérgicas (por exemplo, reações cutâneas, prurido e urticária) a
outras substâncias;

• o ácido acetilsalicílico pode conduzir a uma tendência de aumento de sangramento durante e após cirurgias (inclusive cirurgias de pequeno porte, como por exemplo, extração dentária);

• o ácido acetilsalicílico, mesmo em baixas doses, reduz a eliminação do ácido úrico e pode desencadear crises de gota em pacientes predispostos.

• Ao tomar ácido acetilsalicílico, reações alérgicas graves que podem incluir dor no peito e até ataque cardíaco (síndrome de Kounis) foram relatadas (vide item “8. Quais os males que este medicamento pode me causar?”). Pare de tomar ácido
acetilsalicílico e procure atendimento médico imediatamente quando notar dor no peito com reações alérgicas (como erupções cutâneas, falta de ar).

Este medicamento pode aumentar o risco de sangramento em caso de dengue ou quando associado a outros medicamentos que aumentem o efeito hemorrágico.

Não use este medicamento caso tenha problemas no estômago.

Crianças e adolescentes

Produtos contendo ácido acetilsalicílico não devem ser utilizados por crianças e adolescentes para quadros de infecções virais com ou sem febre, sem antes consultar um médico. Em certas doenças virais, especialmente as causadas por varicela

e vírus influenza A e B, há risco da Síndrome de Reye, uma doença muito rara, mas com potencial risco para a vida do paciente, que requer ação médica imediata. O risco pode aumentar quando o ácido acetilsalicílico é administrado
concomitantemente na vigência desta doença embora a relação causal não tenha sido comprovada. Vômitos persistentes na vigência destas doenças podem ser um sinal de Síndrome de Reye.

O uso de ácido acetilsalicílico pode causar a Síndrome de Reye, uma doença rara, mas grave, em crianças ou adolescentes com sintomas gripais ou catapora.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

O ácido acetilsalicílico não afeta a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas.

Gravidez e Amamentação
- Gravidez

Informe imediatamente seu médico, se você descobrir que está grávida durante o tratamento com ácido acetilsalicílico. Não se recomenda o uso de medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico durante o primeiro e o segundo trimestres de
gravidez, a menos que seja realmente necessário. Em caso de necessidade de uso destes medicamentos por mulheres que pretendam engravidar ou durante o primeiro e o segundo trimestres de gravidez, as doses e a duração do tratamento devem
ser as menores possíveis. Se tomado a partir da 20ª semana de gravidez, ácido acetilsalicílico pode causar estreitamento de um vaso sanguíneo (ducto arterioso) no coração do bebê. Se você precisar de tratamento com ácido acetilsalicílico seu
médico pode recomendar monitoramento adicional.

Durante o terceiro trimestre de gravidez, todos os inibidores da síntese de prostaglandinas podem expor:

• o feto a:
o toxicidade cardiopulmonar (coração e pulmão) (constrição/fechamento prematuro do ducto arterioso e hipertensão pulmonar);
o disfunção dos rins, que pode progredir para insuficiência dos rins, com oligoidrâmnios (baixa produção de líquido amniótico).

• a mãe e a criança, no final da gestação a:
o possível prolongamento do tempo de sangramento, um efeito antiagregante que pode ocorrer mesmo após doses muito baixas;
o inibição das contrações uterinas levando a atraso ou prolongamento do trabalho de parto.

Consequentemente, o ácido acetilsalicílico é contraindicado durante o terceiro trimestre de gestação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
-Amamentação

Os salicilatos e seus metabólitos passam para o leite materno em pequenas quantidades. Como não foram observados até o momento efeitos adversos na criança (lactente) após uso eventual, em geral, é desnecessária a interrupção da amamentação.

Entretanto, com o uso regular ou ingestão de altas doses de ácido acetilsalicílico (mais que 150 mg/dia), a amamentação deve ser descontinuada precocemente.

Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano: O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.

Interações Medicamentosas
- Uso de ácido acetilsalicílico com outros medicamentos

Algumas substâncias podem ter seu efeito alterado se tomadas com ácido acetilsalicílico ou podem influenciar o seu efeito.

Esses efeitos também podem estar relacionados com medicamentos tomados recentemente.
- O ácido acetilsalicílico aumenta:

• o efeito de medicamentos anticoagulantes (medicamentos para evitar a formação de coágulos sanguíneos), trombolíticos (medicamentos para dissolver os coágulos sanguíneos) e outros inibidores da agregação plaquetária/hemóstase (conjunto
de mecanismos que o organismo emprega para coibir hemorragia) e, portanto, aumenta o risco de sangramentos. Se você está em tratamento com ácido acetilsalicílico deve-se ter atenção especial a sinais de hemorragia interna ou externa (p.
ex., contusões);

• o risco de úlcera e sangramento gastrointestinal se for tomado salicilatos em altas doses com outros anti-inflamatórios não-esteroidais (medicamentos para dor, febre ou inflamação), medicamentos antirreumáticos e inibidores seletivos da
recaptação de serotonina (os antidepressivos mais usados atualmente);

• o dano à mucosa gastrointestinal e prolongamento do tempo de sangramento se for tomada com álcool;

• o efeito de certos medicamentos usados para baixar a taxa de açúcar no sangue em diabéticos (como a insulina e as sulfonilureias), podendo levar à hipoglicemia;

• os efeitos indesejados do metotrexato (medicamento utilizado para o tratamento de câncer e certos distúrbios

reumáticos): aumento da toxicidade hematológica. É contraindicado o uso concomitante com metotrexato em doses de

15 mg/semana ou mais e combinações com metotrexato em doses inferiores a 15 mg/semana requerem precauções para o uso;

• o nível sanguíneo de digoxina (medicamento usado principalmente para insuficiência cardíaca);

• a toxicidade do ácido valproico (antiepiléptico).
- O ácido acetilsalicílico diminui a ação de:

• diuréticos (medicamentos que aumentam a eliminação de urina), com ácido acetilsalicílico em altas doses reduz o sangue filtrado pelos rins;

• alguns medicamentos para baixar a pressão arterial (inibidores da ECA, uma enzima do organismo), com ácido acetilsalicílico em altas doses reduz o sangue filtrado pelos rins e reduz o efeito na pressão sanguínea alta;

• medicamentos para o tratamento da gota, por exemplo, benzbromarona, probenecida: reduz a eliminação de ácido úrico, podendo causar crise de gota.

O uso concomitante com dipirona e alguns anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs), como ibuprofeno e naproxeno, reduz a aderência e aglutinação das plaquetas sanguíneas e a prevenção de coágulos sanguíneos (trombos), podendo limitar
a proteção do ácido acetilsalicílico contra o ataque cardíaco e o derrame.

Os glicocorticoides sistêmicos, exceto a hidrocortisona usada na terapia de reposição na doença de Addison (insuficiência da suprarrenal), diminuem a quantidade de salicilato no sangue durante o tratamento com corticosteroides e podem levar a
uma superdose de salicilato após a interrupção do tratamento, por aumento da eliminação de salicilatos pelos corticosteroides, além de um risco aumentado de úlceras e sangramento no sistema gastrointestinal pela utilização
concomitante de ácido acetilsalicílico e glicocorticoides sistêmicos.

Portanto, ácido acetilsalicílico não deverá ser usado sem orientação médica junto com uma das substâncias acima.
- O ácido acetilsalicílico e o álcool:

Deve-se evitar tomar bebidas alcoólicas durante o uso de ácido acetilsalicílico.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

5.

5. Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Armazenar em temperatura ambiente (de 15ºC a 30°C). Proteger da umidade.

Os comprimidos devem ser protegidos da umidade, portanto só devem ser retirados da embalagem na hora de tomar.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características organolépticas:

Este medicamento é um comprimido revestido circular, biconvexo, sem vinco, de cor branca a quase branca.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6.

6. Como devo usar este medicamento?

Para uso oral. Tomar os comprimidos gastrorresistentes, de preferência pelo menos 30 minutos antes das refeições, com bastante água.

Os comprimidos não devem ser esmagados, quebrados ou mastigados para garantir sua liberação no meio alcalino do intestino. Para o tratamento de ataque cardíaco agudo, o comprimido deve ser esmagado ou mastigado e engolido.

Deve-se tomar a quantidade de comprimidos indicada pelo médico, nas seguintes situações:

Dosagem:
- Infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco agudo): uma dose inicial de 100 a 300 mg é administrada assim que houver suspeita de infarto do miocárdio. A dose de manutenção é de 100 mg a 300 mg por dia, por 30 dias após o infarto. Após 30
dias deve–se considerar terapia adicional para prevenção de novo infarto do miocárdio. Por serem comprimidos com revestimento gastrorresistente, para esta indicação a dose inicial deve ser esmagada ou mastigada e engolida para obter a
absorção rápida;
- Antecedente de infarto do miocárdio (ataque cardíaco): 100 a 300 mg por dia;
- Prevenção secundária de derrame (acidente vascular cerebral): 100 a 300 mg por dia;
- Em pacientes com ataques isquêmicos transitórios (AIT): 100 a 300 mg por dia;

- Em pacientes com angina de peito estável e instável: 100 a 300 mg por dia;
- Prevenção do tromboembolismo após cirurgia vascular ou intervenções: 100 a 300 mg por dia;
- Prevenção de trombose venosa profunda e embolia pulmonar: 100 a 200 mg por dia ou 300 mg em dias alternados;
- Redução do risco de primeiro infarto do miocárdio (ataque cardíaco): 100 mg por dia ou 300 mg em dias alternados.

Duração do tratamento

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Informações adicionais para populações especiais
- Pacientes pediátricos:

A segurança e eficácia deste medicamento em crianças abaixo de 18 anos não foram estabelecidas. Não há dados disponíveis. Desta forma, este medicamento não é recomendado para uso em pacientes pediátricos abaixo de 18 anos.
- Pacientes com insuficiência hepática:

Este medicamento é contraindicado em pacientes com insuficiência grave do fígado (vide item “3. Quando não devo usar este medicamento?”). Este medicamento deve ser utilizado com cautela em pacientes com mau funcionamento do fígado
(vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”).
- Pacientes com insuficiência renal:

Este medicamento é contraindicado em pacientes com insuficiência grave dos rins (vide item “3. Quando não devo usar este medicamento?”).

Este medicamento deve ser utilizado com cautela em pacientes com problema nos rins, uma vez que o ácido acetilsalicílico pode aumentar ainda mais o risco de problema nos rins e insuficiência aguda dos rins (vide item “4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?”).

7.

7. O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se você tomou uma dose de ácido acetilsalicílico menor que a recomendada por seu médico, ou se esqueceu de tomar uma dose, não tome duas doses no próximo uso do medicamento.

Continue a tomar ácido acetilsalicílico, conforme prescrito pelo seu médico.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

8.

8. Quais os males que este medicamento pode me causar?

As reações adversas a medicamentos listadas são baseadas em relatórios espontâneos pós-comercialização com todas as formulações de ácido acetilsalicílico e ensaios clínicos com ácido acetilsalicílico como medicamento em estudo. O cálculo
da frequência baseia-se apenas nos dados do braço do ácido acetilsalicílico do Ensaio Clínico.

As frequências das reações adversas a medicamentos relatadas com ácido acetilsalicílico estão resumidas na tabela abaixo.

Os agrupamentos de frequências são definidos de acordo com a seguinte convenção:

Comum: (≥ 1/100 a < 1/10),

Incomum: (≥ 1 / 1.000 a < 1/100),

Raro: (≥ 1 / 10.000 a < 1 / 1.000)

As reações adversas a medicamentos identificadas apenas durante a vigilância pós-comercialização e cuja frequência não pôde ser estimada estão listadas em "desconhecida".

Tabela 1: Reações adversas a medicamentos relatadas em Ensaio Clínico ou durante a vigilância póscomercialização em pacientes tratados com ácido acetilsalicílico.

Classificação do

Comum

Incomum

Rara

Desconhecida sistema corpóreo

Hemólise (ruptura dos

Glóbulos vermelhos)b;

Anemia por

Anemia

Anemia hemolítica sanguíneos e do deficiência de hemorrágica (anemia por ruptura sistema linfático ferroa dos glóbulos vermelhos) b

Hipersensibilidade;

Choque anafilático

Hipersensibilidade

Reação anafilática (reação alérgica grave a medicamentos;
(reação alérgica séria que surge rapidamente

Edema alérgico sistema imunológico com sintomas após o contato com o (inchaço alérgico) e graves)
agente desencadeante)
angioedema

sistema nervoso

Tontura

ouvido e labirinto

Zumbido

cerebral e intracranianac (Sangramento dentro da cabeça)

Dificuldade cardiorespiratóriad (fadiga, falta de ar)

cardíacos vasculares respiratórios, torácicos e mediastinais

gastrointestinais

Hematoma

Epistaxe (sangramento nasal)

Rinite

Congestão nasal

Dispepsia (indisposição estomacal);

Dores gastrointestinais e abdominais;

Inflamação gastrointestinal;

Hemorragia do trato gastrointestinalc

Sangramento gengival;

Erosão e úlcera gastrointestinais

Perfuração de úlcera gastrointestinal

Insuficiência hepática (do fígado)

Aumento dos níveis de Transaminases (enzimas do fígado)

hepatobiliares

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Hemorragia;
muscular

Erupção cutânea;

Prurido (coceira)

Urticaria (Erupções avermelhadas que causam coceira)

Síndrome de Kounis f perioperatória

Doença respiratória exacerbada por ácido acetilsalicílico

Doença diafragmática intestinal

Hemorragia do trato

Insuficiência renale;
urogenital

Distúrbios renais e (Sangramento do

Insuficiência renal urinários aparelho aguda e urinário/genital)

Vide item “9. O que

Lesões, fazer se alguém usar envenenamentos e uma quantidade complicações maior do que a processuais indicada deste medicamento” a

No contexto de sangramento b

No contexto de formas graves de deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD)
c

LT / casos fatais foram relatados no ácido acetilsalicílico e placebo com a mesma frequência, <0,1% d

No contexto de reações alérgicas graves e

Em pacientes com insuficiência renal pré-existente ou circulação cardiovascular prejudicada f Isquemia miocárdica aguda (dolorosa condição cardíaca causada por falta de fluxo sanguíneo para o coração) com ou sem
infarto do miocárdio (ataque cardíaco) ocorrendo como parte de uma reação alérgica (síndrome de Kounis).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através de seu serviço de atendimento.

9.

9. O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

A toxicidade por salicilatos (> 100 mg/kg/dia por mais de 2 dias pode provocar toxicidade) pode ser resultado de intoxicação crônica terapeuticamente adquirida e de intoxicações agudas (superdose) com potencial risco para a vida do paciente,
variando de ingestão acidental em crianças a intoxicações eventuais.

A intoxicação crônica por salicilatos pode ser insidiosa, visto que pode apresentar sinais e sintomas não específicos. A intoxicação crônica leve por salicilato, ou salicilismo, ocorre normalmente apenas após o uso repetido de doses elevadas.

Os sintomas incluem tontura, vertigem, zumbido, surdez, sudorese (transpiração excessiva), náusea e vômito, dor de cabeça e confusão, e podem ser controlados com a redução da dose. Zumbidos podem ocorrer em concentrações plasmáticas de

150 a 300 microgramas/mL. Eventos adversos mais graves ocorrem nas concentrações acima de 300 microgramas/mL.

A principal manifestação da intoxicação aguda é um distúrbio grave do equilíbrio ácido/base, que pode variar de acordo com a idade e a gravidade da intoxicação. A acidose metabólica é a forma mais comum entre as crianças.

A severidade da intoxicação não pode ser estimada apenas pela concentração plasmática. A absorção do ácido acetilsalicílico pode ser retardada devido à redução do esvaziamento gástrico, formação de concreções no estômago, ou
como resultado da ingestão de preparações com revestimento gastrorresistente. O tratamento da intoxicação por ácido acetilsalicílico é determinado pela sua extensão, estágio e sintomas clínicos e de acordo com as técnicas de tratamento
padrão para intoxicação. Dentre as principais medidas deve-se acelerar a eliminação do medicamento, bem como o restabelecimento do metabolismo ácido/base e eletrolítico.

Devido aos complexos efeitos fisiopatológicos da intoxicação por salicilatos, sinais e sintomas / achados de investigações podem incluir:

Sinais e Sintomas

Achados de investigações

Intoxicação leve a moderada

Taquipneia (respiração acelerada), hiperventilação, alcalose respiratória

Sudorese (transpiração)

Náusea e vômito

Alcalose, alcalúria

Intoxicação moderada a grave

Alcalose respiratória com acidose metabólica compensatória

Acidose, acidúria

Hiperpirexia (febre muito alta)

Respiratórios: variando de hiperventilação, edema pulmonar não cardiogênico à parada respiratória, asfixia

Cardiovasculares: variando de disritmia, pressão sanguínea baixa (hipotensão) à parada cardíaca

Perdas de fluidos e eletrólitos:
desidratação, baixo volume urinário (oligúria à insuficiência renal)

Danos no metabolismo da glicose, cetose

Zumbidos, surdez

Gastrintestinal: sangramentos gastrintestinais

Hematológicos: variando de inibição plaquetária à coagulopatia (alteração na coagulação sanguínea)

Neurológico: encefalopatia tóxica e depressão do Sistema Nervoso

Central com manifestações que

Medidas Terapêuticas

Lavagem gástrica, administração repetida de carvão ativado, diurese alcalina forçada

Lavagem gástrica, administração repetida de carvão ativado, diurese alcalina forçada, hemodiálise em casos graves

Por exemplo: Pressão arterial, alteração do eletrocardiograma

Por exemplo: Potássio sanguíneo baixo (hipocalemia), sódio sanguíneo alto (hipernatremia), sódio sanguíneo baixo (hiponatremia), função alterada dos rins (disfunção renal)

Glicose sanguínea alta (hiperglicemia), glicose sanguínea baixa (hipoglicemia) (principalmente em crianças)

Aumento dos níveis de cetona

Por exemplo: prolongamento do tempo de protrombina, hipoprotrombinemia

variam de letargia, confusão a coma e convulsões

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Dizeres legais

Registro: 1.0043.1468

Produzido por:

EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A.

Rod. Pres. Castello Branco, 3565 – Itapevi – SP

Registrado por:

EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A.

Av. Vereador José Diniz, 3.465 – São Paulo – SP

CNPJ: 61.190.096/0001-92

Indústria Brasileira

VENDA SOB PRESCRIÇÃO.

Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 11/05/2026.

HISTÓRICO DE ALTERAÇÃO DE BULA

Dados da submissão eletrônica

Data do

13/03/2024

16/06/2025

Não

No do

Assunto

0308793/242

10459 GENÉRICO

Inclusão

Inicial de

Texto de

Bula
– RDC

0803531/257

10452 –

GENÉRICO

Notificação de

Alteração de Texto de

Bula – RDC

Não

10452 –

GENÉRICO

Notificação de

Alteração de Texto de

Bula – RDC

Dados da petição/notificação que altera bula

Data do

Não

Não

Não

No do

Não

Não

Não

Assunto

Não

Não

Não

Data de aprovação

Não

Não

Não

Dados das alterações de bulas

Itens de bula

Não

3. Quando não devo usar este

4. O que devo saber antes de usar este

5. Onde, como e por quanto tempo posso guardar este

8. Quais os males que este medicamento pode me causar?

Dizeres Legais

Apresentações

Composição

3.Quando não devo usar este

4.O que devo saber antes de usar este

5.Onde, como e por quanto tempo posso guardar este

Dizeres legais

Versões (VP/VPS)

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VP

Liberação

Retardada,

VP

Liberação

Retardada,

VP

liberação

Retardada

Outras bulas de Ácido Acetilsalicílico

Cada laboratório publica a sua versão da bula. Todas são oficiais.

Fonte: Bulário Eletrônico da Anvisa (bula do paciente, versão de 7 de agosto de 2026). Reproduzimos o documento oficial; em caso de divergência, vale a bula que acompanha a embalagem.