Bula e Preço

Preço máximo de medicamentos por estado

O preço máximo ao consumidor (PMC) publicado pela CMED muda conforme a alíquota de ICMS do estado onde o remédio é vendido. A lista oficial traz uma coluna de preço para cada alíquota (12%, 17%, 17,5%, 18%, 19%, 19,5%, 20%, 20,5%, 21%, 22%, 22,5%, 23%) e cabe a quem consulta escolher a do seu estado. É isso que a tabela abaixo resolve.

EstadoUFICMS usadoObservação
Acre AC 19%
Alagoas AL 20,5% Alíquota geral subiu de 19% para 20,5% em 1º de abril de 2026 (Lei estadual nº 9.776/2025). Medicamento não paga o adicional de 1% do FECOEP.
Amazonas AM 20% Nas Áreas de Livre Comércio há coluna própria (ALC) na lista da CMED.
Amapá AP 18%
Bahia BA 20,5%
Ceará CE 20%
Distrito Federal DF 20%
Espírito Santo ES 17%
Goiás GO 19%
Maranhão MA 23% Maior alíquota do país sobre medicamentos.
Minas Gerais MG 18%
Mato Grosso do Sul MS 17%
Mato Grosso MT 17%
Pará PA 19%
Paraíba PB 20%
Pernambuco PE 20,5%
Piauí PI 22,5%
Paraná PR 19,5%
Rio de Janeiro RJ 22% 20% de ICMS + 2% do FECP (Fundo Estadual de Combate à Pobreza), que incide sobre medicamentos.
Rio Grande do Norte RN 20%
Rondônia RO 19,5%
Roraima RR 20%
Rio Grande do Sul RS 17%
Santa Catarina SC 17%
Sergipe SE 20% 19% de ICMS + 1% do FECOEP.
São Paulo SP 18%
Tocantins TO 20%

Alíquotas conferidas em 22 de agosto de 2026. Quando o estado tem adicional de fundo de combate à pobreza que não incide sobre medicamento, a página do estado mostra as duas leituras.

Por que o mesmo remédio custa mais caro em um estado do que em outro?

Porque o ICMS entra no preço. O teto da CMED é calculado sobre o preço de fábrica mais os impostos: onde o ICMS é 23% (Maranhão), o teto é maior do que onde ele é 17% (Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul). A diferença chega a 8% no mesmo produto.

Isso não significa que a farmácia do estado mais barato vá cobrar menos: o PMC é teto, e o preço de venda é livre abaixo dele.