Bula de Bacteracin — Laboratório Teuto Brasileiro S/A
- Similar
- Versão de 24 de setembro de 2024
- Registro Anvisa 103700625
Esta é a bula do paciente de Bacteracin, como aprovada pela Anvisa e publicada por Laboratório Teuto Brasileiro S/A. O texto abaixo é reprodução do documento oficial do Bulário Eletrônico.
Identificação do medicamento
Bacteracin®
Comprimido 400mg + 80mg
MODELO DE BULA COM INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Bacteracin® sulfametoxazol trimetoprima
MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE
REFERÊNCIA
APRESENTAÇÃO
Comprimido 400mg + 80mg
Embalagem contendo 20 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 12 ANOS
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
sulfametoxazol ......... 400mg trimetoprima ......... 80mg
Excipientes q.s.p ......... 1 comprimido
Excipientes: álcool etílico, amido, estearato de magnésio, croscarmelose sódica, laurilsulfato de sódio, povidona e talco.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações a seguir. Caso não esteja seguro a respeito de determinado item, favor informar ao seu médico.
1.
1. Para que este medicamento é indicado?
Bacteracin® é indicado para o tratamento de infecções causadas por microrganismos sensíveis à associação dos medicamentos trimetoprima e sulfametoxazol, como certas infecções respiratórias, gastrintestinais, renais e do trato urinário, genitais (homens e mulheres), infecções
da pele, entre outros tipos de infecções.
2.
2. Como este medicamento funciona?
Este medicamento é um quimioterápico (medicamento sintetizado em laboratório para combater microrganismos ou a multiplicação desordenada de células) com propriedades bactericidas (capaz de matar bactérias) e duplo mecanismo de ação.
Bacteracin® contém dois compostos ativos (sulfametoxazol + trimetoprima), que agem sinergicamente (ação conjunta, em que uma substância potencializa a outra), inibindo dois passos consecutivos da formação de uma substância necessária aos microrganismos, que não conseguem
mais se desenvolver.
A ação medicamentosa de Bacteracin® começa logo após a primeira dose. No entanto, os microrganismos não são eliminados de imediato. Por isso, mesmo que alguns sintomas como febre, dor, etc. desapareçam, é necessário continuar o tratamento pelo período estabelecido pelo
seu médico.
3.
3. Quando não devo usar este medicamento?
Bacteracin® não deve ser utilizado por pacientes com doença grave no fígado e no rim. Também está contraindicado a pacientes com alergia à sulfonamida, à trimetoprima ou a qualquer um dos componentes da formulação.
Bacteracin® não deve ser utilizado em combinação com dofetilida (medicamento contra arritmias do coração) (vide item “O que devo saber antes de usar este medicamento? - Interações medicamentosas”).
Este medicamento é contraindicado para menores de 12 anos.
4.
4. O que devo saber antes de usar este medicamento?
Deve-se ter cuidados especiais com pacientes idosos e com problemas no rim e no fígado, nos quais há maior probabilidade de ocorrer efeitos indesejáveis relacionados à dose ou à duração do tratamento.
Em pacientes idosos ou com história de deficiência de ácido fólico ou insuficiência renal, podem ocorrer alterações hematológicas (no sangue) indicativas de deficiência de ácido fólico. Essas alterações são reversíveis administrando-se ácido folínico.
Para diminuir esses efeitos, recomenda-se que a duração do tratamento seja a menor possível para o paciente idoso. Em caso de comprometimento renal, a dose deve ser ajustada. Pacientes em uso prolongado devem fazer exames de sangue e urina regularmente.
O tratamento deve ser descontinuado imediatamente caso você observe sinais de aparecimento de erupção cutânea ou qualquer outra reação adversa grave.
Bacteracin® deve ser administrado com cautela em pacientes com história de alergia grave e asma brônquica.
Infiltrados pulmonares (alterações nos pulmões identificadas em radiografias), tais como ocorrem em alveolite (inflamação dos alvéolos, pequenos sacos aéreos que se enchem de ar durante a respiração) alérgica ou eosinofílica (por um tipo de glóbulo branco), têm sido relatados. Esses
podem se manifestar por meio de sintomas como tosse ou respiração ofegante. Se tais sintomas aparecerem ou, inexplicavelmente, piorarem, o paciente deve ser reavaliado e a descontinuação da terapia com Bacteracin® deve ser considerada.
Bacteracin® não deve ser utilizado por pacientes com sérias alterações hematológicas (no sangue)
nem por pacientes portadores de deficiência de G6PD (desidrogenase de glicose-6-fosfato), a não ser em casos de absoluta necessidade, e em doses mínimas.
Como com todos os medicamentos que contêm sulfonamidas (como o sulfametoxazol), deve-se ter cautela com pacientes com porfiria (doença que apresenta irregularidade no metabolismo da hemoglobina, pigmento responsável pela cor vermelha do sangue) ou disfunção da tireoide.
Bacteracin® pode aumentar a excreção urinária, particularmente em pacientes com edema (retenção de líquidos) de origem cardíaca.
Pacientes com insuficiência renal grave (ou seja, com depuração da creatinina 15-30mL/min) que estão recebendo sulfametoxazol + trimetoprima devem ser monitorados quanto aos sinais e sintomas de toxicidade, tais como náuseas, vômitos e hipercalemia (elevação do potássio no
sangue).
Altas doses de TMP, como as usadas em pacientes com pneumonia por Pneumocystis jirovecii, induzem a um progressivo, mas reversível, aumento da concentração de potássio sérico em um número substancial de pacientes. Mesmo doses recomendadas de TMP pode causar hipercalemia,
quando administradas em pacientes com doenças subjacentes do metabolismo do potássio, insuficiência renal ou que estejam recebendo drogas que provocam hipercalemia. É indicado monitoramento rigoroso do potássio sérico nesses pacientes.
Gravidez e lactação:
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Você deve informar ao seu médico caso ocorra gravidez durante o tratamento ou logo após o seu término.
Dois estudos sugeriram um aumento de 2 a 3,5 vezes do risco de aborto espontâneo em mulheres tratadas apenas com trimetoprima e em combinação com sulfametoxazol durante o primeiro trimestre em comparação com nenhuma exposição a antibióticos ou exposição a penicilinas.
Uma vez que os dois compostos de Bacteracin® atravessam a barreira placentária, eles podem vir a interferir no metabolismo do ácido fólico do feto, devendo ser usado na gestação somente se o risco para o feto for justificado pelo benefício para a gestante. Caso haja necessidade de uso,
todas as gestantes, ou mulheres que pretendem engravidar, devem receber concomitantemente
5mg de ácido fólico diariamente durante o tratamento com Bacteracin®. Deve-se evitar o uso de
Bacteracin® no último trimestre de gestação, a não ser que não exista nenhuma alternativa, devido ao risco do recém-nascido apresentar problemas neurológicos devido ao acúmulo de bilirrubina no cérebro (kernicterus).
Os dois compostos de Bacteracin® são excretados pelo leite, devendo-se levar em consideração os riscos já citados acima. Informe ao seu médico se está amamentando. Este medicamento não deve ser utilizado durante a amamentação, exceto sob orientação médica.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Até o momento, não há informações de que Bacteracin® (sulfametoxazol e trimetoprima) possa causar doping.
Em caso de dúvida, consulte o seu médico.
Interações medicamentosas
Devido à possibilidade de interação medicamentosa, você deve ter cautela com o uso concomitante de Bacteracin® e os medicamentos ou substâncias descritas a seguir:
-diuréticos (medicamentos que aumentam a quantidade de urina eliminada) e digoxina (medicamento para o coração);
-medicamentos para doenças do sistema nervoso: depressores do sistema nervoso central, como, por exemplo, antidepressivos e fenitoína;
-medicamentos que contenham em sua fórmula: amantadina (medicamento antiviral e antiparkinsoniano), lamivudina (antirretroviral utilizado em pacientes portadores de HIV), ou memantina (utilizado em doença de Alzheimer), antidiabéticos orais, ciclosporina (usada em
transplantes, por exemplo), indometacina (usada em doenças reumatológicas, por exemplo)
metotrexato (usado em doenças reumatológicas, por exemplo), pirimetamina (usada em infecções, como toxoplasmose, por exemplo) e varfarina (anticoagulante).
Há evidências de que a trimetoprima interage com a dofetilida, portanto, Bacteracin® não deve ser administrado em combinação com esse fármaco.
A exposição sistêmica a medicamentos metabolizados pelas enzimas do fígado (citocromo P450
2C8) pode aumentar quando administrado com trimetoprima (TMP) e sulfametoxazol (SMZ).
Exemplos incluem paclitaxel (oncológico), amiodarona (usado em arritmias cardíacas), dapsona (usado em doenças de pele), repaglinida, rosiglitazona e pioglitazona (usados em diabetes).
Interações farmacodinâmicas e interações de mecanismo indefinido
A taxa de incidência e gravidade das reações adversas mielotóxicas e nefrotóxicas pode aumentar quando TMP-SMZ é administrado concomitantemente com outros medicamentos mielosupressores ou associados à disfunção renal, como análogos de nucleosídeos, tacrolimus,
azatioprina ou mercaptopurina. Pacientes que recebem TMP-SMZ concomitantemente com tais medicamentos devem ser monitorados quanto à toxicidade hematológica e/ou renal.
A administração em conjunto com a clozapina (usado em esquizofrenia), uma substância conhecida por ter grande potencial para causar agranulocitose (diminuição dos glóbulos brancos), deve ser evitada.
Devido aos efeitos poupadores de potássio de TMP-SMZ, cuidado deve ser tomado quando
TMP-SMZ é administrado com outros agentes que aumentam o potássio sérico, tais como inibidores da enzima conversora da angiotensina e bloqueadores dos receptores da angiotensina, diuréticos poupadores de potássio e prednisolona.
Interferência em exames de laboratório
Bacteracin®, especialmente o componente TMP, pode interferir na dosagem do metotrexato sérico, dependendo da técnica utilizada para medição do fármaco.
A presença de TMP e SMZ pode também interferir na dosagem de creatinina, ocasionando aumento de cerca de 10% nos valores da faixa de normalidade.
É importante utilizar este medicamento durante todo o tempo prescrito pelo profissional de saúde habilitado, mesmo que os sinais e sintomas da infecção tenham desaparecido, pois isso não significa a cura. A interrupção do tratamento pode contribuir para o aparecimento
de infecções mais graves.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
5.
5. Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
ARMAZENAR EM TEMPERATURA AMBIENTE (DE 15ºC A 30ºC).
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características do medicamento: Comprimido circular plano com vinco de cor branca a creme.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6.
6. Como devo usar este medicamento?
Os comprimidos de Bacteracin® devem ser administrados por via oral, pela manhã e à noite, de preferência após uma refeição, e com quantidade suficiente de líquido.
A posologia deve ser orientada pelo seu médico, de acordo com a sua doença. No entanto, as doses usualmente recomendadas para Bacteracin® comprimidos são:
Adultos e crianças a partir de 12 anos:
Dose habitual: 2 comprimidos de Bacteracin® a cada 12 horas.
Dose mínima e dose para tratamento prolongado (mais de 14 dias): 1 comprimido de Bacteracin® a cada 12 horas.
Dose máxima (casos especialmente graves): 3 comprimidos de Bacteracin® a cada 12 horas.
Duração do tratamento
Em infecções agudas, Bacteracin® deve ser administrado por, pelo menos, cinco dias ou até que o paciente esteja sem a presença de sintomas por, pelo menos, dois dias. Se a melhora clínica não for evidente após sete dias de tratamento, o paciente deve ser reavaliado.
Esquemas de tratamento especiais podem ser recomendados em determinadas doenças e condições clínicas dos pacientes. O seu médico saberá identificar essas situações e adotar o esquema de doses adequado.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7.
7. O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Se você se esquecer de tomar alguma das doses prescritas, espere até o horário da dose seguinte e retorne ao seu esquema de tratamento habitual. Não tome uma dose dobrada para compensar a que você esqueceu.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou do seu médico ou cirurgiãodentista.
8.
8. Quais os males que este medicamento pode me causar?
Nas doses recomendadas, sulfametoxazol + trimetoprima é geralmente bem tolerado. Os efeitos colaterais mais comuns são erupções cutâneas e distúrbios gastrintestinais.
Entretanto, efeitos colaterais adicionais já foram descritos em frequência variável em pacientes expostos à medicação. As categorias utilizadas como padrões de frequência (número de eventos relatados / número de pacientes expostos à medicação) são as seguintes:
Muito comum ≥ 1/10; comum ≥ 1/100 e ˂ 1/10; incomum ≥ 1/1.000 e ˂ 1/100; raro ≥ 1/10.000 e
˂ 1/1.000; e muito raro ˂ 1/10.000. Desconhecido (não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis).
Efeitos adversos relatados em pacientes tratados com trimetoprima + sulfametoxazol
Classe de sistema
Orgânico sangue e sistema linfático
Comum
Incomum
Raro
Muito raro
Leucopenia (redução dos glóbulos brancos do sangue), granulocitopenia, trombocitopenia, anemia (megaloblástica, hemolítica / autoimune, aplástica) (falta de glóbulos
Metahemoglobinemia (hemoglobina defeituosa), agranulocitose, pancitopenia (redução de todas as células do
Desconhecido
vermelhos no sangue por falta de produção na medula óssea, por destruição ou funcionamento inadequado das hemácias existentes)
cardíacos
Miocardite (inflamação do músculo do coração) alérgica
congênitos (característica adquirida pelo bebê durante o período em que permaneceu em gestação) e gravidez, puerpério (fase pós-parto), e condições perinatais (período entre as 22 semanas de gravidez e os 7 dias
completos após o nascimento)
ouvido e labirinto
Distúrbios oculares
Aborto espontâneo
Zumbido, vertigem
Uveíte (inflamação de uma das camadas do olho)
gastrintestinais
Náuseas, vômitos
hepatobiliares
Transaminases elevadas
Diarreia, enterocolitepseudomembranos (um tipo de inflamação intestinal, geralmente provocada pela multiplicação exagerada de alguns tipos de bactéria)
Bilirrubina elevada, hepatite
Glossite (inflamação na língua), estomatite (inflamação na mucosa da boca)
Colestase (redução de eliminação da
retiniana
Pancreatite aguda
Necrose hepática
Síndrome do desaparecimento do ducto biliar
bile)
sistema imunológico
Infecções e infestações.
Reações alérgicas/ hipersensibilidade (reações tipo alérgicas), como febre, angioedema, reações anafilactoides (reações que lembram anafilaxia, porém com mecanismo diferente; podem cursar com inchaços, reações
cutâneas, coceira, dificuldade para respirar e dores abdominais), doença do soro (reação mais tardia, com febre, coceira, dores nas articulações e, eventualmente, lesões renais)
Infecções fúngicas, como candidíase (às vezes chamada de “sapinho”)
Investigações
Hipercalemia (elevação do potássio no sangue), hiponatremia (redução do sódio no
Distúrbios de nutrição e metabolismo
Hipoglicemia (redução da glicose no
tecido conectivo e musculoesquelético
sistema nervoso
Rabdomiólise (necrose das células dos músculos)
Convulsões (ataques em que
Neuropatia afecção dos
Ataxia (falta de coordenação de
Artralgia (dores nas articulações), mialgia (dores musculares)
cerebral
Transtornos psiquiátricos
Distúrbios renais e urinários
Ureia elevada, creatinina sérica elevada
a pessoa se debate)
nervos)
(incluindo neurite periférica
- inflamação dos pequenos ramos nervosos das extremidades), parestesia (sensibilidade alterada de uma região do corpo, geralmente com formigamento ou dormência)
Alucinações
movimento), meningite asséptica (inflamação das meninges, revestimento do cérebro, não provocada por germes) / sintomas como de meningite
Insuficiência renal
Cristalúria (concentração aumentada de cristais na urina)
Nefrite intersticial (inflamação dos rins), aumento da diurese (quantidade de urina)
Infiltrações pulmonares (alterações nos pulmões identificadas em radiografias)
Eritema multiforme, fotossensibilidade, síndrome de
Stevens Johnson, necrólise epidérmica tóxica, erupção cutânea com eosinofilia e sintomas sistêmicos, pustulose exantemática generalizada aguda (edema e vermelhidão na pele com erupções purulentas e febre).
Urolitíase (pedras nos rins e na via urinária)
Púrpura (lesões hemorrágicas, que aparecem na pele
Vasculite, vasculite necrotizante,
respiratórios, torácicos e do mediastino
Distúrbios de pele e do tecido subcutâneo
vasculares
Erupção
Urticária medicamentosa fixa, dermatite esfoliativa, erupção cutânea, exantema maculopapular, exantema morbiliforme, eritema, prurido
pulmonar
e, eventualmente, em outros órgãos, decorrentes de falta de plaquetas), púrpura de
Henoch-Schönlein
granulomatose com poliangeíte poliarterite nodosa
Descrição de eventos adversos selecionados
A maioria das alterações hematológicas observadas tem sido leve, assintomática e reversível na retirada da terapia.
Como com qualquer medicamento, reações alérgicas podem ocorrer em pacientes com hipersensibilidade aos componentes do medicamento. As reações de pele mais comuns observadas com sulfametoxazol + trimetoprima foram geralmente leves e rapidamente reversíveis
após a retirada da medicação.
Infiltrações pulmonares relatadas no contexto da alveolite alérgica ou eosinofílica podem se manifestar através de sintomas como tosse ou falta de ar (vide item Advertências e precauções).
Altas doses de TMP, como usado em pacientes com pneumonia por Pneumocystis jirovecii, induzem a um progressivo, mas reversível aumento de concentração sérica de potássio em um número substancial de pacientes. Mesmo em doses recomendadas, TMP pode causar
hipercalemia quando administradas a pacientes com doenças subjacentes de metabolismo do potássio ou insuficiência renal, ou que estão recebendo medicamentos que induzem hipercalemia (vide item Advertências e Precauções).
Foram notificados casos de hipoglicemia em pacientes não diabéticos tratados com SMZ-TMP, geralmente após alguns dias de terapia (vide item Interações medicamentosas). Pacientes com deficiência de função renal, doença hepática ou desnutrição ou recebendo altas doses de TMPSMZ estão particularmente em risco.
Vários dos pacientes com pancreatite aguda tinham doenças graves, quem incluem a aids (sindrome de imunodeficiência adquirida).
Foram notificados casos de urolitíase em doentes tratados com cotrimoxazol (associação de sulfametoxazol e trimetoprima). Pedras renais formadas pela agregação de cristais de Nacetilsulfametoxazol – metabólito do sulfametoxazol - (100% ou parcial) foram descritas. Uma
associação causal é definida especificamente para urolitíase composta de metabólitos do sulfametoxazol e trimetoprima (100% ou parcial), quando fatores de risco para nefrolitíase estão presentes no paciente.
Segurança de sulfametoxazol + trimetoprima em pacientes infectados pelo HIV
Os pacientes portadores de HIV têm o espectro de possíveis eventos adversos similar ao espectro dos pacientes não infectados. Entretanto, alguns eventos adversos podem ocorrer com frequência maior e com quadros clínicos diferenciados nessa população.
Essas diferenças relacionam-se aos seguintes sistemas:
Classe de sistema orgânico
Distúrbios do sangue e sistema linfático
Distúrbios gastrintestinais
Distúrbios gerais e condições do local de administração
Distúrbios hepatobiliares
Muito comum
Leucopenia, granulocitopenia, trombocitopenia
Anorexia, náuseas, vômitos, diarreia.
Febre (geralmente em conjunto com exantema maculopapular)
Transaminases elevadas
Incomum
Investigações
Distúrbios de nutrição e metabolismo
Distúrbios de pele e do tecido subcutâneo
Hipercalemia
Hiponatremia
Hipoglicemia
Exantema maculopapular, prurido
Em ordem de frequência, foram encontrados efeitos gastrintestinais (náuseas, lesões na boca, diarreia), reações de pele e zumbidos nos ouvidos, que desapareceram com a suspensão do tratamento. Alterações no exame de sangue também podem surgir de forma leve e sem sintomas,
desaparecendo com a suspensão do tratamento.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
9.
9. O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Em caso de ingestão aguda (rápida e intensa) de doses excessivas, intencional ou acidentalmente, podem ocorrer os seguintes sintomas: náuseas, vômito, diarreia, cefaleia, vertigens, tontura e distúrbios mentais e visuais. Nesses casos, deve-se provocar o vômito o mais rapidamente, para
eliminar a maior quantidade possível do medicamento ingerido.
Em caso de superdose crônica (ingestão de quantidade maior que a indicada, por longo período), podem ocorrer alterações no sangue.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro no 1.0370.0625
Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva
CRF-GO no 2.659
Registrado e produzido por:
LABORATÓRIO TEUTO
BRASILEIRO S/A.
CNPJ – 17.159.229/0001 -76
VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 – DAIA
CEP 75132-140 – Anápolis – GO
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DA RECEITA
HISTÓRICO DE ALTERAÇÕES DE BULA
Dados da submissão eletrônica
Dados da petição/notificação que altera bula
Dados das alterações de bulas
Data do
N°. do
Assunto
Data do
N°. do
Assunto
Data de aprovação
Itens de bula
Versões (VP/VPS)
Apresentações relacionadas
1965325/16-5
1965325/16-5
Versão inicial
VP
1965624/16-6
1965624/16-6
Identificação do
Medicamento
VP
0385104/17-4
0385104/17-4
10457 SIMILAR –
Inclusão Inicial de Texto de Bula
- RDC – 60/12
10756 SIMILAR Notificação de alteração de texto de bula para adequação à intercambialidade
10457 SIMILAR –
Inclusão Inicial de Texto de Bula
- RDC – 60/12
10756 SIMILAR Notificação de alteração de texto de bula para adequação à intercambialidade
VP
0532936/18-1
10450 -
0532936/18-1
10450 -
Informações ao
Paciente
3. Quando não devo usar este
6. Como devo usar este medicamento?
VP
1008443/18-6
0475504/19-9
2016304/19-5
1104429/21-2
0755957/23-7
1096849/24-1
SIMILAR –
1008443/18-6
0475504/19-9
2016304/19-5
1104429/21-2
0755957/23-7
1096849/24-1
SIMILAR –
VP
400mg + 80mg com ct bl al x 100 (emb hosp).
NA
VP
Apresentação
VP
400mg + 80mg com ct bl al x 100 (emb hosp).
N/A
VP
Dizeres legais (SAC)
VP
N/A
VP
1129217/24-8
1129217/24-8
Dizeres legais
VP
VP
Outras bulas de Bacteracin
Cada laboratório publica a sua versão da bula. Todas são oficiais.
- Laboratório Teuto Brasileiro S/A (esta página) 24 de setembro de 2024
- Laboratório Teuto Brasileiro S/A 17 de agosto de 2024
Fonte: Bulário Eletrônico da Anvisa (bula do paciente, versão de 24 de setembro de 2024). Reproduzimos o documento oficial; em caso de divergência, vale a bula que acompanha a embalagem.