Bula de Levotac — Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos LTDA.
- Similar
- Tarja vermelha sob restrição
- Versão de 1 de junho de 2026
- Registro Anvisa 102980303
Esta é a bula do paciente de Levotac, como aprovada pela Anvisa e publicada por Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos LTDA. O texto abaixo é reprodução do documento oficial do Bulário Eletrônico.
Tarja vermelha: venda sob prescrição médica. A farmácia só pode vender mediante apresentação de receita.
Identificação do medicamento
Levotac® levofloxacino
APRESENTAÇÕES
Embalagens contendo 6 bolsas de 100 mL de solução para infusão com 5 mg/mL de levofloxacino.
USO INFUSÃO INTRAVENOSA - SISTEMA FECHADO
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada mL da solução para infusão (diluída) intravenosa – sistema fechado, contém:
levofloxacino ......... 5 mg*
*equivalente à 5,12 mg de levofloxacino hemi-hidratado veículo estéril q.s.p ......... 1 mL
Excipientes: glicose, ácido clorídrico, hidróxido de sódio e água para injetáveis.
Osmolaridade: 318 mOsm/L
Glicose ......... 277,537 mmol/L (5%)
1. Para que este medicamento é indicado?
Levotac® (levofloxacino) é indicado no tratamento de infecções bacterianas causadas por agentes sensíveis ao levofloxacino, tais como:
- Infecções do trato respiratório superior e inferior, incluindo sinusite, exacerbações agudas de bronquite crônica e pneumonia;
- Infecções da pele e tecido subcutâneo complicadas e não complicadas, tais como impetigo, abcessos, furunculose, celulite e erisipela;
- Infecções do trato urinário, incluindo pielonefrite;
- Osteomielite.
2.
2. Como este medicamento funciona?
O levofloxacino é um agente antibacteriano sintético de amplo espectro, para administração intravenosa.
3.
3. Quando não devo usar este medicamento?
Hipersensibilidade ao Levotac®, a outros agentes antimicrobianos derivados das quinolonas ou a quaisquer outros componentes da fórmula do produto.
4.
4. O que devo saber antes de usar este medicamento?
Reações anafiláticas e/ou de hipersensibilidade grave e ocasionalmente fatal foram relatadas em pacientes que receberam tratamento com quinolonas, incluindo o levofloxacino. Essas reações frequentemente ocorrem após a
primeira dose. Algumas reações foram acompanhadas por colapso cardiovascular, hipotensão/choque, convulsões, perda da consciência, formigamento, angioedema, obstrução das vias aéreas, dispneia, urticária, coceira e outras
reações cutâneas sérias. O tratamento com o Levotac® deve ser interrompido imediatamente diante do aparecimento de exantema cutâneo ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade.
Incidentes graves e algumas vezes fatais devidos a um mecanismo imunológico desconhecido foram relatados em pacientes que foram tratados com quinolonas, incluindo, raramente, o Levotac®. Esses eventos podem ser graves e
geralmente ocorrem após a administração de doses múltiplas. As manifestações clínicas, isoladas ou associadas, podem incluir: febre, exantema ou reações dermatológicas graves; vasculite; artralgia; mialgia; doença do soro;
pneumonite alérgica; nefrite intersticial; falência ou insuficiência renal aguda; hepatite; icterícia; falência ou necrose
hepática aguda; anemia, inclusive hemolítica e aplástica; trombocitopenia, leucopenia; agranulocitose; pancitopenia;
e/ou outras anormalidades hematológicas.
Caso apresente movimentos involuntários repentinos, espasmos ou contrações musculares, procure atendimento médico imediatamente devido possibilidade de mioclonia. Seu médico pode descontinuar seu tratamento com
levofloxacino ou iniciar um tratamento adequado ao quadro.
Se fadiga, palidez, hematomas, sangramento descontrolado, febre, garganta inflamada e deterioração notável do estado de saúde geral, ou sentir que sua resistência a infecções/imunidade pode estar diminuída, procure
atendimento médico imediatamente devido possibilidade de alteração nas células do sangue (glóbulos como brancos e plaquetas). Seu médico vai monitorar as alterações sanguíneas e em caso de contagem anormal dos tipos celulares,
ele poderá parar seu tratamento com levofloxacino.
Estudos epidemiológicos relatam um aumento do risco de aneurisma e dissecção da aorta após a ingestão de fluoroquinolonas, particularmente na população idosa. Portanto, as fluoroquinolonas devem ser usadas apenas após
avaliação cuidadosa do benefício-risco e após consideração de outras opções terapêuticas em pacientes com história familiar positiva de aneurisma, ou em pacientes diagnosticados com aneurisma aórtico pré-existente e/ou dissecção
aórtica, ou na presença de outros fatores de risco ou condições predisponentes para aneurisma e dissecção da aorta (por exemplo, síndrome de Marfan, síndrome de Ehlers-Danlos vascular, arterite de Takayasu, arterite de células
gigantes, doença de Behcet, hipertensão, aterosclerose conhecida).
Em caso de dor súbita abdominal, no peito ou nas costas, os pacientes devem ser aconselhados a consultar imediatamente um médico.
Foram relatadas convulsões e psicoses tóxicas em pacientes sob tratamento com derivados quinolônicos, incluindo o levofloxacino. As quinolonas também podem provocar um aumento da pressão intracraniana e estimulação do
sistema nervoso central podendo desencadear tremores, inquietação, ansiedade, tontura, confusão, alucinações, paranoia, depressão, pesadelos, insônia e, raramente, pensamentos ou atos suicidas. Essas reações podem ocorrer
após a primeira dose. Se essas reações ocorrerem em pacientes sob tratamento com o Levotac®, o fármaco deve ser descontinuado e medidas adequadas devem ser adotadas.
Como todas as quinolonas, o Levotac® deve ser usado com cautela em pacientes com distúrbios do SNC suspeitos ou confirmados, os quais possam predispor a convulsões ou diminuir o limiar de convulsão (por exemplo,
arteriosclerose cerebral grave, epilepsia) ou na presença de outros fatores de risco que possam predispor a convulsões ou diminuir o limiar de convulsão (por exemplo, tratamento com outros fármacos, disfunção renal).
Colite pseudomembranosa foi relatada com quase todos os agentes antibacterianos, incluindo o levofloxacino e pode variar, em gravidade, de intensidade leve até um potencial risco de vida. Assim, é importante considerar esse
diagnóstico em pacientes que apresentarem diarreia após a administração de qualquer agente antibacteriano. O tratamento com agentes antibacterianos altera a flora normal do cólon e pode permitir o crescimento excessivo de
clostridium. Estudos indicam que a toxina produzida pelo Clostridium difficile é uma das causas primárias de colite associada a antibióticos. Algumas quinolonas, incluindo o levofloxacino, têm sido associadas ao prolongamento do
intervalo QT no eletrocardiograma e à casos infrequentes de arritmia.
Durante o período pós-comercialização, casos muito raros de “torsades de pointes” foram relatados em pacientes tomando levofloxacino. Em geral, estes relatos envolveram pacientes que já apresentavam condições médicas
associadas ou faziam uso concomitante de outros medicamentos que poderiam ter contribuído para o evento. Em um estudo com 48 voluntários sadios recebendo doses únicas de 500, 1000 e 1500 mg de levofloxacino e placebo foi
observado um aumento no QTc médio em relação à linha de base para o pós-tratamento. Este aumento foi relacionado à dose. Estas alterações foram pequenas e não estatisticamente significantes em relação ao placebo para
a dose de 500 mg, com significância estatística variável para a dose de 1000 mg, dependendo do método de correção utilizado e estatisticamente significante para a dose de 1500 mg.
A relevância clínica destas alterações é desconhecida. O risco de arritmias pode ser reduzido evitando-se o uso concomitante com outros fármacos que prolongam o intervalo QT incluindo agentes antiarrítmicos classe IA ou III.
Além disso, o uso de levofloxacino deve ser evitado na presença de fatores de risco para “torsades de pointes” como hipocalemia, bradicardia significante e cardiomiopatia. Rupturas dos tendões do ombro, da mão ou do tendão de
aquiles, exigindo reparação cirúrgica ou resultando em incapacidade prolongada foram relatadas em pacientes que receberam quinolonas, incluindo o levofloxacino. Relatos ocorridos no período pós-comercialização indicam que o
risco pode ser maior em pacientes que estejam concomitantemente recebendo corticosteroides, especialmente os idosos.
Este medicamento pode aumentar o risco de alteração grave nos batimentos cardíacos, que pode ser potencialmente fatal (morte súbita).
Não tome este medicamento se você tiver uma alteração no coração chamada síndrome congênita de prolongamento do intervalo QT (ou síndrome do QT longo), ou se você já teve algum episódio de ritmo cardíaco anormal, porque pode ser perigoso e provocar alterações do ritmo do coração, inclusive com risco de
morte.
Avise seu médico se você tiver bradicardia (diminuição da frequência cardíaca), insuficiência cardíaca ou outras doenças do coração, ou se você souber que tem baixo nível de potássio ou de magnésio no sangue.
Avise seu médico se você estiver utilizando outros medicamentos, especialmente medicamentos que causam prolongamento do intervalo QT (alteração do ritmo do coração no eletrocardiograma), medicamentos para
arritmia (para corrigir o ritmo do coração) ou medicamentos diuréticos (remédios para eliminar água do corpo).
O tratamento com Levotac® deve ser interrompido se o paciente apresentar dor, inflamação ou ruptura de tendão. Os pacientes devem repousar e evitar exercícios até que o diagnóstico de tendinite ou ruptura de tendão tenha sido
seguramente excluído. A ruptura de tendão pode ocorrer durante ou após a terapia com quinolonas, incluindo o levofloxacino.
Deve-se ter cuidado ao administrar o levofloxacino em pacientes com insuficiência renal, pois o fármaco é excretado principalmente pelo rim. Em pacientes com insuficiência renal é necessário o ajuste das doses para evitar
o acúmulo de levofloxacino devido à diminuição da depuração. (vide Como devo usar este medicamento).
Reações de fototoxicidade moderadas a graves foram observadas em pacientes expostos à luz solar direta, enquanto recebiam tratamento com quinolonas. A excessiva exposição à luz solar deve ser evitada. Entretanto, em testes
clínicos, a fototoxicidade foi observada em menos de 0,1% dos pacientes. Se ocorrer fototoxicidade, o tratamento deve ser interrompido. Como no caso das outras quinolonas, foram relatados distúrbios na glicose sangüínea,
geralmente em pacientes diabéticos sob tratamento concomitante com um agente hipoglicemiante oral ou com insulina. Nestes pacientes, recomenda-se cuidadosa monitoração da glicose sangüínea. Se ocorrer uma reação
hipoglicemiante, o tratamento com levofloxacino deve ser interrompido. Embora não tenha sido relatada cristalúria nos testes clínicos realizados com o levofloxacino, adequada hidratação deve ser mantida para prevenir a formação
de urina altamente concentrada.
Advertência relativa apenas à administração intravenosa
Uma vez que a injeção intravenosa rápida, em "bolus", pode resultar em hipotensão, as injeções de Levotac® só devem ser administradas através de infusão intravenosa lenta, ao longo de um período de 60 a 90 minutos (vide
Como devo usar este medicamento).
Gravidez e lactação - Categoria de risco C
Não foram realizados estudos controlados com levofloxacino em gestantes, portanto, Levotac® deverá ser utilizado durante a gravidez somente se o benefício esperado superar o risco potencial para o feto.
Devido ao potencial de ocorrência de reações adversas graves nos lactentes de mães sob tratamento com o levofloxacino, deve-se decidir entre interromper a amamentação e iniciar, manter ou não o tratamento com o
fármaco, levando-se em consideração a importância do medicamento para a mãe.
Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois é excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-dentista deve apresentar
alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.
Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgiãodentista.
Uso pediátrico
A segurança e a eficácia da utilização do levofloxacino em crianças e adolescentes em fase de crescimento não foram estabelecidas. No entanto, já foi demonstrado que as quinolonas produzem erosão nas articulações que
suportam peso, bem como outros sinais de artropatia, em animais jovens de várias espécies.
Portanto, a utilização do Levotac® nessas faixas etárias não é recomendada.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
O levofloxacino pode provocar efeitos neurológicos adversos como vertigem e tontura. Portanto, o paciente deve ser aconselhado a não dirigir automóvel, operar máquinas ou dedicar-se a outras atividades que exijam coordenação e
alerta mental, até que se saiba qual a reação individual do paciente frente ao fármaco.
Interações medicamentosas e outras formas de interação
Quando levofloxacino é administrado por via intravenosa: não existem dados referentes à interação entre quinolonas administradas por via intravenosa e antiácidos orais, sucralfato, multivitamínicos ou cátions metálicos. Entretanto,
nenhum derivado quinolônico deve ser administrado, por via intravenosa, concomitantemente a qualquer solução contendo cátions multivalentes, como o magnésio, através da mesma linha intravenosa. (vide Como devo usar este
medicamento). Como no caso de outras quinolonas, a administração concomitante de levofloxacino e teofilina pode prolongar a meia-vida desta última, elevar os níveis de teofilina no soro e aumentar o risco de reações adversas
relacionadas à teofilina. Portanto, os níveis de teofilina devem ser cuidadosamente monitorados e os necessários ajustes em suas doses devem ser realizados, se necessário, quando o levofloxacino for coadministrado. Reações
adversas, incluindo convulsões, podem ocorrer com ou sem a elevação do nível de teofilina no soro.
Nenhum efeito significativo do levofloxacino sobre as concentrações plasmáticas, AUC e outros parâmetros de biodisponibilidade da teofilina foram detectados em um estudo clínico envolvendo 14 voluntários sadios. De modo
semelhante, nenhum efeito aparente da teofilina sobre biodisponibilidade e absorção do levofloxacino foi observado.
A administração concomitante do levofloxacino com a varfarina, a digoxina ou a ciclosporina não exige modificação das doses de nenhum dos compostos. Entretanto, o tempo de protrombina e os níveis de digoxina
devem ser cuidadosamente monitorados em pacientes que estejam sob tratamento concomitante com varfarina ou digoxina, respectivamente.
Levotac® pode ser administrado com segurança a pacientes sob tratamento concomitante com probenecida ou cimetidina, desde que a dose do levofloxacino seja adequadamente ajustada com base na função renal do paciente,
uma vez que a probenecida e a cimetidina diminuem a depuração renal e prolongam a meia-vida do levofloxacino.
A administração concomitante de fármacos anti-inflamatórios não-esteroides e de derivados quinolônicos, incluindo o levofloxacino, pode aumentar o risco de estimulação do SNC e de convulsões. Alterações dos níveis de glicose
sangüínea, incluindo hiperglicemia e hipoglicemia, foram relatadas em pacientes tratados concomitantemente com quinolonas e agentes antidiabéticos. Portanto, recomenda-se monitoração cuidadosa da glicose sangüínea quando
esses agentes forem coadministrados. (vide Advertências e precauções). A absorção e a biodisponibilidade do levofloxacino em indivíduos infectados com o HIV, com ou sem tratamento concomitante com zidovudina, foram
semelhantes. Portanto, não parece necessário realizar ajustes de dose do levofloxacino, quando estiver sendo administrado concomitantemente com a zidovudina. Os efeitos do levofloxacino sobre a farmacocinética da
zidovudina não foram avaliados.
Atenção: contém 50 mg de glicose (tipo de açúcar)/mL.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo o uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
A doação de sangue é contraindicada durante o tratamento com levofloxacino devido ao dano que ele pode causar à pessoa que receber o sangue.
É importante utilizar este medicamento durante todo o tempo prescrito pelo profissional de saúde habilitado, mesmo que os sinais e sintomas da infecção tenham desaparecido, pois isso não significa a cura. A
interrupção do tratamento pode contribuir para o aparecimento de infecções mais graves.
5.
5. Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Cuidados de armazenamento
Levotac® deve ser armazenado em sua embalagem original, dentro da sobrebolsa (envelope metálico) até o momento do uso, em temperatura ambiente (de 15ºC a 30ºC). Manter na embalagem original para proteger da luz.
O produto se mantém estável, fora do seu envoltório fotoprotetor, por até 180 minutos.
O prazo da validade do produto mantido em sua embalagem original é de 24 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspectos físicos / Características organolépticas
Levotac® apresenta-se como uma solução límpida, essencialmente isenta de partículas visíveis e de cor amarela.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6.
6. Como devo usar este medicamento?
Este medicamento deve ser aplicado por profissional de saúde, com o uso de agulhas estéreis e equipos de infusão, que devem ser adquiridos separadamente. O tipo de agulha, equipo e o modo de aplicação serão
definidos pelo profissional responsável.
Modo de uso
Levotac® solução para infusão só deve ser administrado por infusão intravenosa; não deve ser administrado por via intramuscular, intraperitoneal ou subcutânea.
Atenção: deve-se evitar a infusão intravenosa rápida ou em "bolus". A infusão de levofloxacino deve ser lenta, por um período de no mínimo 60 minutos para a dose de 250 mg ou 500 mg ou 90 minutos para a dose de 750 mg (vide
O que devo saber antes de usar este medicamento?).
A dose usual para pacientes adultos é de 250 mg, 500 mg ou 750 mg administrada por infusão lenta, por um período de 60 minutos a 90 minutos, a cada 24 horas.
As tabelas a seguir trazem orientações sobre as doses e a duração do tratamento, de acordo com o tipo de infecção e de acordo com a função renal.
Pacientes com função renal normal ("clearance" de creatinina (CLcr) > 50 mL/min):
Infecção
Dose unitária
Frequência
Exacerbação de bronquite crônica
Pneumonia
Sinusite
Infecção não complicada de pele e tecido subcutâneo
Infecção complicada de pele e tecido subcutâneo
Infecções complicadas do trato urinário e pielonefrite aguda
Infecções não-complicadas do trato urinário osteomielite
Duração
5 – 7 dias
7 – 14 dias
10 – 14 dias
7 – 10 dias
7 – 14 dias
10 dias
3 dias
6 – 12 dias
Pacientes com insuficiência renal ("clearance" de creatinina (CLcr) <50 mL/min)
Quadro renal
Dose inicial
Dose subsequente
Infecção respiratória aguda/ Infecção não complicada de pele e tecido subcutâneo/
Osteomielite/Pneumonia/Sinusite/ Infecção complicada de pele e tecido subcutâneo
CLrc de 50 a 80 mL/min
250 mg cada 24 horas
CLrc de 20 a 49 mL/min
Hemodiálise
CAPD*
Infecção complicada de pele e tecido subcutâneo/Pneumonia/Sinusite
CLrc de 20 a 49 mL/min
750 mg cada 48 horas
Hemodiálise
CAPD*
Infecção complicada do trato urinário/ pielonefrite aguda
Não é necessário ajuste de dose
CLrc de 20 mL/min
Infecção não complicada do trato urinário
Não é necessário ajuste de dose
* CAPD = diálise peritoneal ambulatorial crônica
Preparação de levofloxacino injetável para a administração:
O Levotac®está disponível em bolsas de 100 mL contendo solução diluída pronta para o uso com 500 mg de levofloxacino. O levofloxacino solução diluída não necessita de diluição adicional, estando pronta para o uso. Cada
bolsa flexível contém a solução diluída com o equivalente a 500 mg de levofloxacino (5 mg/mL), em glicose 5%. As bolsas contendo solução diluída devem ser inspecionadas visualmente quanto à presença de partículas, antes da
administração. Soluções contendo partículas visíveis devem ser descartadas. O levofloxacino injetável não contém conservantes ou agentes bacteriostáticos em sua formulação; portanto, deve-se utilizar técnicas de assepsia no
manuseio da solução. Uma vez que as bolsas se destinam ao uso único, após a administração qualquer porção remanescente de solução deve ser descartada.
Como há dados limitados sobre a compatibilidade entre levofloxacino injetável e outros fármacos intravenosos, não devem ser misturados aditivos ou outros medicamentos com levofloxacino injetável, nem administrados
simultaneamente, na mesma linha de Infusão de levofloxacino. Se for necessário utilizar o mesmo equipo para a
administração sucessiva de outros fármacos, ele deverá ser enxaguado antes e depois da administração de levofloxacino, com uma solução compatível com o levofloxacino e com os demais fármacos.
INSTRUÇÕES IMPORTANTES PARA A MANIPULAÇÃO DAS EMBALAGENS EM SISTEMA
FECHADO DE INFUSÃO
A solução somente deve ter uso intravenoso e individualizado. Antes de serem administradas, as soluções parenterais devem ser inspecionadas visualmente para se observar a presença de partículas, turvação na solução,
fissuras e quaisquer violações na embalagem primária.
A solução é acondicionada em bolsas em SISTEMA FECHADO para administração intravenosa usando equipo estéril.
Atenção: não usar embalagens primárias em conexões em série. Tal procedimento pode causar embolia gasosa devido ao ar residual aspirado da primeira embalagem antes que a administração de fluido da segunda embalagem
seja completada. NÃO PERFURAR A EMBALAGEM, POIS HÁ COMPROMETIMENTO DA ESTERILIDADE
DO PRODUTO E RISCO DE CONTAMINAÇÃO.
Para abrir:
Verificar se existem vazamentos mínimos comprimindo a embalagem primária com firmeza. Se for observado vazamento de solução, descartar a embalagem, pois a sua esterilidade pode estar comprometida.
No preparo e administração das Soluções Parenterais (SP), devem ser seguidas as recomendações da
Comissão de Controle de Infecção em Serviços de Saúde quanto a:
- desinfecção do ambiente e de superfícies, higienização das mãos, uso de EPIs e,
- desinfecção da bolsa, ponto de aspiração do medicamento e conexão da linha de infusão.
Pequenas gotículas entre a bolsa e a sobrebolsa (envelope metálico) podem estar presentes e é característico do produto e processo produtivo. Alguma opacidade do plástico da bolsa pode ser observada devido ao processo de
esterilização. Isto é normal e não afeta a qualidade ou segurança da solução. A opacidade irá diminuir gradualmente.
Modo de uso:
1- Essa linha possui dois sítios diferentes e independentes: um sítio (A) para aspiração da solução e um sítio (B)
para conexão do equipo;
2- Há um lacre de segurança que protege o sítio conexão do equipo (B) e outro lacre de que protege o sítio de aspiração (A) que precisam ser removidos somente no momento do uso. Eles são independentes, portanto, o lacre do
sítio de aspiração não precisa ser retirado caso não seja utilizado.
3- Colocar a bolsa sobre a bancada;
4- Fazer a assepsia da embalagem primária utilizando álcool 70%;
5- Romper o lacre de segurança;
6- Mesmo após a remoção do lacre, há um disco de elastômero protetor que sela o contato da solução com o ambiente externo;
7- Introduzir o equipo (consultar as instruções de uso do equipo com o fabricante) no elastômero até conectá-lo totalmente ou até o seu segundo degrau. A conexão resultante deve ser firme e segura.
8- Durante a introdução do equipo, a pinça rolete e a entrada de ar com filtro, se houver, devem estar fechadas;
9- Ajustar o nível da solução na câmara gotejadora e realizar o preenchimento do equipo de modo a retirar todo o ar do sistema antes de conectar ao paciente;
10- Administrar a solução por gotejamento conforme prescrição médica.
Recomenda-se a utilização de equipos de infusão e agulhas de calibres em conformidade com a norma NBR e normas técnicas nacionais e internacionais vigentes.
O uso de equipo e agulhas que não atendam as normas vigentes deverá ser avaliado e é de responsabilidade do usuário, pois existe o risco de fragmentação do elastômero e/ou geração de partículas.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7.
7. O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico ou cirurgião-dentista.
8.
8. Quais os males que este medicamento pode me causar?
Os eventos adversos mencionados a seguir ocorreram em pacientes durante os estudos clínicos com levofloxacino com frequência 1% independente da relação causal com o fármaco e são considerados como listados para levofloxacino:
Sistema gastrintestinal: náusea, diarreia, constipação, dor abdominal, dispepsia, vômito e flatulência.
Sistema nervoso central e periférico e sentidos: dor de cabeça, vertigem, alteração do paladar.
Psiquiátrico: insônia.
Distúrbios no local de aplicação (apenas para as formulações intravenosas): reação, dor e/ou inflamação no local de aplicação.
Organismo como um todo: dor, fadiga e dor nas costas.
Pele e anexos: eritema, prurido.
Sistema reprodutivo - mulheres: vaginite.
Os seguintes eventos adversos pós-comercialização têm sido relatados, e dentro de cada sistema orgânico são classificados por frequência, usando a convenção a seguir:
Muito comum (> 1/10);
Comum (> 1/100, < 1/10);
Incomum (> 1/1.000, < 1/100);
Raro (> 1/10.000, < 1/1.000);
Muito raro (< 1/10.000), incluindo relatos isolados.
Esta frequência reflete as taxas de relatos espontâneos de eventos adversos e não representam a incidência ou frequência observada nos estudos clínicos ou epidemiológicos.
Distúrbios da pele e anexos: muito raro: urticária, angioedema, reação de fotossensibilidade e erupções bolhosas incluindo síndrome de stevens-johnson, necrose epidérmica tóxica e eritema multiforme (vide Advertências e
precauções).
Distúrbios do sistema musculoesquelético: muito raro: distúrbios do tendão, incluindo ruptura do tendão (vide
Advertências e precauções), tendinite, artralgia, mialgia, aumento das enzimas musculares (CPK) e rabdomiólise.
Distúrbios vasculares: muito raro: vasodilatação, vasculite alérgica (vide Advertências e precauções).
Distúrbios do sistema nervoso central e periférico: muito raro: convulsões (vide Advertências e precauções), parestesia, tremor e casos isolados de disfonia, encefalopatia, e EEG anormal
Visão, audição e vestíbulo e outros sentidos: muito raro: visão anormal (visão turva, diplopia, visão reduzida, escotoma), tinido, audição reduzida, alteração do paladar e parosmia (alteração do olfato).
Distúrbios psiquiátricos: muito raro: confusão, ansiedade, alucinação, agitação, depressão, psicose, pesadelo, reação paranoica e relatos isolados de tentativa de suicídio / ideação (vide Advertências e precauções).
Distúrbios do sistema gastrintestinal: muito raro: colite pseudomembranosa, causada por C. difficile (vide
Advertências e precauções).
Distúrbios dos sistemas hepático e biliar: muito raro: função hepática anormal, hepatite, icterícia e insuficiência hepática (vide Advertências e precauções).
Distúrbios do metabolismo e da nutrição: muito raro: hipoglicemia e hiperglicemia (vide Advertências e precauções).
Distúrbios da freqüência cardíaca: muito raro: taquicardia, palpitação e relatos isolados de prolongamento QT,
“torsades de pointes”, e taquicardia ventricular (vide Advertências e precauções).
Distúrbios do sistema respiratório: relatos isolados de pneumonite alérgica (vide Advertências e precauções).
Distúrbios dos glóbulos vermelhos e brancos, sangramento e plaquetas: muito raro: aumento do tempo da protrombina/INR, trombocitopenia, leucopenia, granulocitopenia, anemia hemolítica, anemia, agranulocitose,
eosinofilia e relatos isolados de pancitopenia e anemia aplásica. (vide Advertências e precauções).
Sistema urinário: insuficiência ou falência renal aguda e nefrite intersticial (vide Advertências e precauções).
Organismo como um todo, distúrbios gerais: muito raro: reação anafilactóide, reação alérgica, febre, choque anafilático, e relatos isolados de falência de múltiplos órgãos e doença do soro (vide Advertências e precauções).
Distúrbios no local de aplicação: muito raro: reações no local de injeção (apenas para formulações intravenosas).
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
9.
9. O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
O paciente deverá ser mantido em observação e deverão ser tomadas as medidas de hidratação adequadas. Levotac® não é removido através de hemodiálise ou diálise peritoneal de maneira eficiente.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro: 1.0298.0303
Farmacêutico Responsável: Dr. José Carlos Módolo - CRF-SP nº10.446
Registrado por:
Rod. Itapira-Lindóia, km 14 - Itapira -SP
CNPJ: 44.734.671/0001-51
Produzido por:
Rod. Itapira-Lindóia, km 14 - Itapira -SP
Avenida das Quaresmeiras, 451 – Pouso Alegre/MG
SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor): 0800 701 1918
USO RESTRITO A ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DA RECEITA
Esta bula foi aprovada em 13/05/2026.
R_0303_08-1
Anexo B
Histórico de alteração da bula
Dados da submissão eletrônica
Dados da petição/notificação que altera a bula
Número do
Assunto
Número do
Assunto
0466339/26-7
10450 - SIMILAR –
Notificação de
Alteração de Texto de
Bula - RDC 60/l2
1602274/25-8
10450 - SIMILAR – de Texto de Bula - RDC
60/l2
18/03/2025
0361744/25-1
recebimento do Oficio
19/02/2025
05/07/2021
2608788211
23/03/2021
1119595219
07/01/2019
0010163190
13/05/2026
15/12/2025
Ofício nº
Oficio
0239788259vinculado ao
FARMACO expediente:
VIGILÂNCI
133743/01-2
A/ANVISA
Dados das alterações de bulas
Data de
Aprova ção
Itens de bula
Versões (VP /
VPS)
Apresentações
Relacionadas
Adequações para atendimento a RDC
VP/VPS
Adequações para atendimento a RDC
VP
4. O que devo saber antes de usar este
8. Quais os males que este medicamento pode me causar?
VP/VPS
VP
5.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Dizeres legais
VP
VP
I – Identificação do medicamento
3. Quando não devo usar este
4. O que devo saber antes de usar este
VP
VP
Atualização do desenho esquemático do medicamento
VP
VP
15/12/2016
2606017/16-5
VP
14/07/2016
10756 – SIMILAR Notificação de alteração de texto de bula para
2076079/16-5 adequação à intercambialidade
VP
01/07/2016
10457 – SIMILAR–
Inclusão Inicial de Texto de Bula – RDC 60/12
Todos os itens foram alterados para adequação à Bula Padrão de Levaflox (Halex Istar), publicada no Bulário
Eletrônico da Anvisa em 29/05/2015.
VP
27/12/2018
1209770185
21/12/2018
1202023/18-1
24/05/2018
0417684/18-7
07/05/2018
0362624/18-5
2014796/16-1
Outras bulas de Levotac
Cada laboratório publica a sua versão da bula. Todas são oficiais.
- Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos LTDA. (esta página) 1 de junho de 2026
- Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos LTDA. 8 de abril de 2025
Fonte: Bulário Eletrônico da Anvisa (bula do paciente, versão de 1 de junho de 2026). Reproduzimos o documento oficial; em caso de divergência, vale a bula que acompanha a embalagem.