Bula de Riluzol — SUN Farmacêutica do Brasil LTDA
- Genérico
- Tarja vermelha — só com receita
- Versão de 14 de agosto de 2026
- Registro Anvisa 146820031
Esta é a bula do paciente de Riluzol, como aprovada pela Anvisa e publicada por SUN Farmacêutica do Brasil LTDA. O texto abaixo é reprodução do documento oficial do Bulário Eletrônico.
Tarja vermelha: venda sob prescrição médica. A farmácia só pode vender mediante apresentação de receita.
Identificação do medicamento
riluzol
Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.
Comprimidos Revestidos
50 mg
I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO riluzol
Medicamento Genérico, Lei nº 9.787, de 1999
APRESENTAÇÕES riluzol 50 mg em embalagem com 28, 30, 56 ou 60 comprimidos revestidos.
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de riluzol 50 mg contém:
riluzol ......... 50 mg excipientes ......... q.s.p. 1 comprimido revestido
Excipientes: fosfato de cálcio dibásico anidro, celulose microcristalina, povidona, croscarmelose sódica, dióxido de silício, talco, estearato de magnésio, macrogol, dióxido de titânio e hipromelose.
II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1.
1. Para que este medicamento é indicado?
Este medicamento é indicado para o tratamento de pacientes portadores de esclerose lateral amiotrófica ou doença do neurônio motor (um tipo de doença que ocorre no neurônio motor, onde as células nervosas responsáveis por enviar
estímulos aos músculos são atacadas, causando fraqueza, perda muscular e paralisia, cuja sigla é ELA).
2.
2. Como este medicamento funciona?
A maneira exata pela qual a esclerose lateral amiotrófica (ELA) se desenvolve ainda não é conhecida. No entanto, acredita-se que a destruição das células nervosas na doença do neurônio motor seja causada pelo excesso de glutamato,
um neurotransmissor (substância responsável pela transmissão de informações entre as células do sistema nervoso). O riluzol bloqueia a liberação de glutamato e desta maneira previne que as células nervosas sejam lesadas.
O tempo médio de início de ação até atingir o pico de concentração após administração oral de um comprimido é de 1 a
1,5 horas.
3.
3. Quando não devo usar este medicamento?
O riluzol não deve ser utilizado em:
• pacientes com histórico de reações de hipersensibilidade (alergia) grave ao riluzol ou a qualquer um dos componentes do comprimido.
• pacientes que apresentam hepatopatias (doenças no fígado) ou que apresentam valores iniciais de transaminases (enzimas do fígado) maiores que 3 vezes o limite superior da normalidade (LSN).
• grávidas e mulheres que estejam amamentando.
Este medicamento é contraindicado para uso por portadores de problemas no fígado.
4.
4. O que devo saber antes de usar este medicamento?
ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Devido ao risco de hepatite (inflamação do fígado), as transaminases séricas (enzimas do fígado), incluindo TGP (sigla utilizada para uma das transaminases), devem ser monitorizadas antes e durante o tratamento com riluzol.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o término com riluzol, para que ele possa dar as orientações adequadas. Informar ao médico se está amamentando. O riluzol não deve ser administrado
durante a gravidez e amamentação.
Populações especiais
Insuficiência hepática (redução da função do fígado):
O riluzol deve ser utilizado com cautela em pacientes com histórico de função hepática anormal (alterações no funcionamento do fígado) ou em pacientes com níveis séricos (sanguíneos) de enzimas transaminases (TGO/TGP até 3
vezes o limite superior da normalidade - LSN), de bilirrubina (pigmento amarelo produto da degradação da hemoglobina que é a proteína que transporta o oxigênio desde os pulmões até os tecidos) e/ou de gama-glutamil
transferase (GGT) ligeiramente elevados. Elevações no estado basal de vários testes da função hepática (especialmente bilirrubina elevada) devem excluir o uso de riluzol (ver item “8. Quais os males que este medicamento pode me
causar?”).
Neutropenia – diminuição do número de neutrófilos (células do sistema imune):
Informe seu médico sobre qualquer doença febril que vier a ocorrer.
Doença intersticial pulmonar (doença que afeta os pulmões):
Foram relatados casos de doença intersticial pulmonar em pacientes tratados com riluzol, sendo alguns deles graves (ver item “8. Quais os males que este medicamento pode me causar?”). Caso surjam sintomas respiratórios, tais como tosse
seca e/ou dispneia (falta de ar), comunique imediatamente seu médico. Deve ser realizada radiografia de tórax e, em casos de achados sugestivos de doença intersticial pulmonar (exemplo: opacidade pulmonar difusa bilateral), riluzol
deve ser descontinuado imediatamente. Na maioria dos casos relatados, os sintomas desapareceram após a descontinuação do medicamento e tratamento sintomático.
Crianças:
A segurança e a eficácia de riluzol nos processos neurodegenerativos (doença que causa perda de funções neurológicas)
que ocorrem em crianças ou adolescentes ainda não foram estudadas.
Pacientes com função dos rins prejudicada:
Não foram realizados estudos com doses repetidas em pacientes com função renal (dos rins) prejudicada.
Gravidez e amamentação:
Não existe experiência clínica com o uso de riluzol em mulheres grávidas. O riluzol não deve ser utilizado em mulheres grávidas.
Não se sabe se riluzol é excretado no leite humano. O riluzol não deve ser utilizado em mulheres durante a lactação.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano.
Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Os pacientes não devem dirigir veículos ou operar máquinas, pois riluzol tem o potencial de causar tontura e vertigem.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Medicamento-medicamento:
A administração de riluzol em associação com cafeína, diclofenaco, diazepam, nicergolina, clomipramina, imipramina, fluvoxamina, fenacetina, teofilina, amitriptilina e quinolonas pode diminuir potencialmente a taxa de eliminação do
riluzol. Em associação com rifampicina e omeprazol, a taxa de eliminação do riluzol pode aumentar.
Medicamento-substância química:
A administração de riluzol em associação com tabaco pode aumentar a taxa de eliminação do riluzol.
Medicamento-alimentos:
A administração de riluzol em associação com alimentos grelhados em carvão pode aumentar a taxa de eliminação do riluzol.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Este medicamento pode causar danos ao fígado. Por isso, seu uso requer acompanhamento médico estrito e exames laboratoriais periódicos para controle.
Atenção: Contém o corante dióxido de titânio.
5.
5. Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 °C).
Antes de utilizar o medicamento, confira o nome na embalagem para não haver enganos. Não utilize este medicamento caso haja sinais de violação e/ou danificações da embalagem.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características do medicamento
Comprimidos revestidos, de coloração branca a esbranquiçada, forma redonda, biconvexa, gravados com a inscrição
‘538’ em um lado e lisos no outro lado.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6.
6. Como devo usar este medicamento?
A dose recomendada de riluzol é de 50 mg a cada 12 horas. Não é esperado nenhum aumento do benefício com doses diárias mais elevadas; contudo, aumentam as reações adversas.
Os comprimidos de riluzol devem ser ingeridos pelo menos uma hora antes ou duas horas após a refeição, para evitar a interação com alimentos.
O riluzol deve ser tomado de forma regular e na mesma hora do dia (por exemplo, de manhã e à noite), todos os dias.
Você deve tomar os comprimidos com líquido, por via oral.
Não há estudos dos efeitos de riluzol administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via oral, conforme recomendado pelo médico.
Populações Especiais
Crianças:
O riluzol não é recomendado para utilização em crianças, visto que a segurança e eficácia do seu uso em processos neurodegenerativos em crianças ou adolescentes não foram estabelecidas (ver item “4. O que devo saber antes de usar
Idosos:
Com base nos dados de farmacocinética (caminho percorrido pelo medicamento no organismo), não existem instruções especiais para o uso de riluzol nesta população.
Pacientes com função renal (dos rins) prejudicada:
O uso de riluzol não é recomendado em pacientes com a função renal prejudicada, visto que estudos com a administração de doses repetidas não foram realizados nesta população (ver item “4. O que devo saber antes de usar
Pacientes com função hepática (do fígado) prejudicada:
O riluzol não deve ser administrado a pacientes que apresentem hepatopatia (doença do fígado) ou que apresentem nível basal de transaminases (enzimas do fígado) maior que 3 vezes o LSN (ver itens “3. Quando não devo usar este
medicamento?” e “4. O que devo saber antes de usar este medicamento? – Advertências e Precauções”).
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
Esta bula é atualizada com frequência. Entretanto, a bula disponível através do QR Code corresponde à versão mais atual.
7.
7. O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Caso esqueça de administrar uma dose, administre-a assim que possível. No entanto, se estiver próximo do horário da dose seguinte, espere por este horário, respeitando sempre o intervalo determinado pela posologia. Nunca devem ser
administradas duas doses ao mesmo tempo.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião dentista.
8.
8. Quais os males que este medicamento pode me causar?
As reações adversas, ordenadas por índice de frequência, aqui descritas, utilizam a seguinte convenção:
Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Casos isolados: não podem ser estimados com os dados disponíveis.
Nos estudos conduzidos em pacientes tratados com riluzol, os efeitos adversos mais frequentes foram astenia (fraqueza muscular), náusea e testes de função do fígado anormais.
Reações cardíacas
Comuns: taquicardia (batimento rápido do coração).
Reações do sangue e do sistema linfático
Incomuns: anemia (diminuição dos glóbulos vermelhos).
Casos isolados: neutropenia grave (diminuição do número de neutrófilos) (ver item “4. O que devo saber antes de usar
Reações do sistema nervoso
Comuns: dor de cabeça, tontura, parestesia (sensação anormal como ardor, formigamento e coceira, percebidos na pele e sem motivo aparente) oral, sonolência.
Reações respiratórias, torácicas e mediastinais (região central do tórax)
Incomuns: doença intersticial pulmonar (ver o item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento? Advertências e Precauções”).
Reações gastrintestinais
Muito comuns: náusea.
Comuns: diarreia, dor de barriga, vômito.
Incomuns: pancreatite (inflamação do pâncreas).
Reações gerais e condições do local de administração
Muito comuns: astenia (fraqueza).
Comuns: dor.
Reações do sistema imune
Incomuns: reações anafiláticas (reação alérgica grave imediata), angioedema (inchaço).
Reações hepatobiliares (relativas ao fígado e a vesícula biliar)
Muito comuns: testes da função hepática (do fígado) anormais.
Casos isolados: hepatite (doença inflamatória do fígado).
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
9.
9. O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Observaram-se em casos isolados sintomas neurológicos e psiquiátricos, encefalopatia tóxica aguda com letargia, coma e meta-hemoglobinemia (conversão da hemoglobina – proteína que transporta o oxigênio do pulmão para outras partes
do corpo – em meta-hemoglobina que não é capaz de se ligar e transportar o oxigênio).
Em caso de superdose, o tratamento é sintomático e de suporte. A meta-hemoglobinemia grave pode ser rapidamente reversível após tratamento com azul de metileno.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
III) DIZERES LEGAIS
Registro: 1.4682.0031
Produzido por:
Sun Pharmaceutical Industries Ltd.
Halol Baroda Highway, Halol - 389 350
Dist. Panchmahal, Gujarat State - Índia
Importado e Registrado por:
Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.
Rodovia GO 080 S/N KM 02, Quadra CH Lote 1 e 2
Faz Planície - Goiânia - GO
CEP: 74.686-100
CNPJ: 05.035.244/0001-23
SAC: 0800 719 9702
Uso sob prescrição
Venda proibida ao comércio.
RILU_VPAC_04
04/2026
HISTÓRICO DE ALTERAÇÃO DA BULA
Dados da submissão eletrônica
Data do
Nº do expediente expediente
-
20/02/2018
0131718/18-1
Assunto
Dados da petição/notificação que altera bula
Data do
N° do
Assunto
Data de expediente expediente aprovação
NA
NA
NA
NA
NA
NA
NA
NA
Dados das alterações de bulas
Itens de bula
Versões
Apresentações (VP/VPS)
relacionadas
VP
I) Identificação do medicamento
4) O que devo saber antes de usar este medicamento?
5) Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
7) O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
8) Quais os males que este medicamento pode me causar?
X 30
9) O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
III) Dizeres legais
X 56
VPS
I) Identificação do medicamento
5) Advertências e precauções
7) Cuidados de armazenamento do medicamento
X 60
8) Posologia e modo de usar
9) Reações adversas
III) Dizeres legais
As bulas não sofreram alterações.
Peticionamento realizado para disponibilizar as bulas no Bulário
28/04/2017
03/06/2015
0741078/17-6
0493809/15-7
GENÉRICO – Inclusão
Inicial de Texto de
Eletrônico.
NA
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NA
NA
NA
NA
NA
NA
1. Dizeres Legais: Alteração do
Responsável Técnico
1. Adequação a RDC 47/2009 e texto de bula do medicamento de referência.
2. Dizeres Legais: Alteração do
SAC e Razão Social
Outras bulas de Riluzol
Cada laboratório publica a sua versão da bula. Todas são oficiais.
- SUN Farmacêutica do Brasil LTDA (esta página) 14 de agosto de 2026
- Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos LTDA. 1 de junho de 2026
- Laboratório Farmacêutico da Marinha 23 de setembro de 2025
Fonte: Bulário Eletrônico da Anvisa (bula do paciente, versão de 14 de agosto de 2026). Reproduzimos o documento oficial; em caso de divergência, vale a bula que acompanha a embalagem.